Resumo:
A avaliação é constitutiva do processo educacional. A partir dessa crença, discute-se, neste artigo, como as interfaces, destacando-se o fórum, em um ambiente virtual de aprendizagem, podem se constituir em importantes espaços de avaliação, à medida que sejam feitas aos alunos propostas que os levem a um processo de autoria, na produção de diversos gêneros discursivos. Conhecer esses dizeres dos alunos faz parte do processo de avaliação formativa essencial em uma proposta de EaD que se queira séria.
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Texto da comunicação:
I. Alguns fundamentos e lacunas em EaD
Planejamento e avaliação dialogam entre si. Planejo a avaliação, avalio o planejamento, e, nesse jogo, surgem práticas que propiciam a construção de saberes, em uma relação intersubjetiva.A partir de uma concepção de educação na qual o sujeito – situado na história – é o centro do processo, faz sentido colocar a linguagem como um aspecto fundamental a ser considerado, já que é na / pela linguagem que o sujeito se constitui. Mas qual a relação entre esses princípios e a Educação a Distância (EaD)? Entendo que, ao planejar e avaliar a aprendizagem e os sistemas em cursos de EaD, trata-se de compreender como os sentidos circulam nos / por meio dos diversos instrumentos tecnológicos, na sua multiplicidade de linguagens. Para chegar a essa compreensão, faz-se necessária uma análise das concepções subjacentes às propostas de aprendizagem que se dão a saber por meio dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), bem como uma análise desses próprios ambientes. Nessa análise, é fundamental levar em conta as seguintes categorias inter-relacionadas:
Entretanto, por sua própria especificidade espacial / temporal, a EaD vai além desses objetivos, pois, além de democratizar o acesso dos sujeitos a uma instância coletiva de compartilhamento e construção de conhecimento, enfatiza a auto-aprendizagem. E têm-se aí, então, a partir dos objetivos, um encaminhamento para alguns princípios. Já na aula presencial, nós, professores, buscamos estabelecer uma relação entre teoria e prática, com propostas que prezem pela troca entre pares, procurando não ter o foco apenas no conteúdo e no professor, abrindo a escola para a realidade contextual, construindo projetos – nos quais a aula é uma construção coletiva, não necessariamente no ambiente escolar. Mas, nem sempre tudo isso se viabiliza, quer seja pela questão infra-estrutural, quer seja por determinações institucionais. Entendo que esses princípios ganham seu espaço e sua força na EaD, dada a materialidade que suporta o trabalho à distância, além da nova relação temporal professor-aluno e aluno-estudo. Assim, esses objetivos e princípios são a base para o planejamento e a avaliação das propostas de aprendizagem e da seleção / configuração de sistemas. Cabe destacar que eles vêm ao encontro dos Indicadores de Qualidade para Cursos de Graduação a Distância, propostos pelo Governo Federal (MEC –SEED, 2004). Na organização de um curso em EaD, é preciso planejar / avaliar aspectos relacionados à instituição, ao curso em si e aos suportes tecnológicos. Assim, fazem-se necessárias as avaliações: diagnóstica, formativa e somativa. A instituição, quanto a sua infra-estrutura e quanto a seus recursos humanos, precisa se analisada. Há um mínimo necessário por lei para a abertura de cursos, mas por se acreditar que os envolvidos no processo aprendem no fazer e na pesquisa, há espaço para planejamentos futuros. Alguns aspectos relevantes quanto ao planejamento e à análise dos cursos referem-se, segundo Rodrigues e Barcia (2000:84-92), ao conhecimento do contexto social do aluno e seu perfil; abrangência de procedimentos oferecidos; exeqüibilidade; oferta de mecanismos síncronos e assíncronos; clareza de objetivos, normas e desenrolar do curso; estrutura física adequada aos princípios da EaD, produção de relatórios, nos quais haja sistematização, registro e divulgação dos dados. Quanto ao suporte, há que se considerar o nível de integração entre linguagens – no sentido de haver possibilidades de utilização de documentos de diferentes formatos –, a acessibilidade, as opções de interatividade. As práticas de EaD não são novas. Faz já dez anos que foi editada a LDB 9394, na qual o Poder Público se coloca como incentivador dos programas de EaD. Isso para ficarmos nesta legislação que marcou época e também porque antes disso a educação à distância não se dava pelo que entendemos hoje como novas tecnologias. Um dos aspectos importantes, atualmente, é repensar os sistemas. Como fazer para que eles ajudem os profissionais envolvidos em EaD a obterem dados para uma avaliação formativa e para primarem pela interatividade? Essas são informações relevantes para compreender como está se dando o processo de aprendizagem.
II. Interfaces enquanto espaços de interação e criação
Destaco a questão das interfaces. Seu planejamento, ou seja, a reflexão / decisão de quais interfaces inserir é fundamental, a fim de oferecer espaços para estudos de casos, interpretação de gráficos, portifólios, diário de bordo, fórum, sendo essas algumas das possibilidades. O que vale é a multiplicidade de linguagens atendendo, de algum modo, a diversidade de sujeitos.Além do desenvolvimento / aprimoramento de interfaces interativas, é importante desenvolver mecanismos de extração e análise de dados. Esses são procedimentos que atingem diretamente os instrumentos tecnolingüísticos e que acabam potencializando novas maneiras de ser das propostas, com os dizeres dos sujeitos nelas envolvidos. O modo como professor e aluno lidam com as possibilidades das interfaces remete-nos à questão da leitura / escrita, já que é disso que se trata quando o aluno se depara com uma atividade a realizar, quer se trate de textos verbais ou não-verbais. Sabemos que no processo de escrita, coloca-se a questão: para quem se escreve? A resposta implica um repensar práticas e teorias que embasam o trabalho com textos, em qualquer que seja o nível ou a disciplina. "Tenho um bloqueio para escrever"; "não tenho idéia de como começar". São falas de alunos que revelam um sujeito ainda não inscrito no processo de autoria. E uma reflexão se coloca: quais as propostas oferecidas ao aluno? Quais concepções estão subjacentes às práticas de produção textual? Escrever para ser lido apenas pelo professor e por ele avaliado é, sem dúvida, uma tarefa que coloca o aluno na posição de alguém que para dizer precisa de autorização, precisa de um outro que "tudo sabe" para lhe dar o aval de ser capaz de se expressar. Parece-me que aí reside um ponto de impedimento para o aluno, já que suas palavras terão um alcance restrito, com um objetivo também restrito. Evidencia-se, assim, uma concepção de produção de texto como mero atendimento a padrões preestabelecidos, sendo esses, na maioria das vezes, os da adequação à norma padrão e à estrutura textual. O que minha prática vem demonstrando é que trabalhar produção de textos em uma abordagem em que o professor é o centro de todo o processo não leva o aluno a uma concepção de autoria, mas sim a uma concepção de escrita como uma atividade da ordem da técnica apenas. Descentralizar as práticas (Abreu, 2000:19) parece-me a saída. O que venho pontuando é que a intersubjetividade, enquanto constitutiva do discurso, merece seu lugar de destaque no processo de aprendizagem. E nesse sentido, é preciso que as palavras do aluno sejam postas em circulação, até para que tenham um retorno, além daquele dado pelo professor. O Ambiente Virtual de Aprendizagem aparece aqui com uma forte significação, porque nele a interatividade e o alcance de maior número de leitores é uma potencialidade que não podemos desprezar. Criar propostas que impliquem o compartilhar das idéias é uma maneira de, colocando o aluno em diálogo, valorizar as diferenças; acreditando com Bakhtin (1995:62) que:
não tomo consciência de mim mesmo senão através dos outros, é deles que eu recebo as palavras, as formas, a tonalidade que formam a primeira imagem de mim mesmo. Só me torno consciente de mim mesmo, revelando-me para o outro, através do outro e com a ajuda do outro.
Cabe, nesse caso, oferecer plataformas com interfaces que valorizem a interlocução para considerar as trocas feitas pelos alunos como construção de um saber. Conhecer esses dizeres dos alunos faz parte do processo de avaliação formativaessencial em uma proposta de EaD que se queira séria. Criar projetos em que a busca de dados na Internet seja uma constante, trazendo como retorno o aprendizado do tratamento da informação e a valorização da alteridade.Esses são alguns caminhos que vejo como merecedores de um olhar mais cuidadoso de nossa parte, em um momento em que as instituições de ensino de diversas esferas tendem a oferecer, cada vez mais, cursos nos moldes da educação a distância (EaD), faz-se necessário questionar, analisar e propor soluções para que o acesso à informação, mediante as plataformas de EaD, possa se constituir em construção de conhecimento. Acredito, juntamente com Cerny (2005:4), que
o grande avanço que se coloca hoje para a avaliação é constituir-se como parte do processo de ensino-aprendizagem, permeando e auxiliando todo este processo, não mais como uma atividade em momentos estanques e pontuais.
Entendo, portanto, como central construir mecanismos que colaborem para que os profissionais envolvidos em EaD obtenham dados significativos provenientes de uma avaliação que realmente valide essa modalidade de aprendizagem.E esses dados se dão a partir das propostas realizadas por meio das / nas interfaces. Vê-se, assim, que há um jogo, nem sempre fácil, entre possibilidades técnicas e modo de utilização das mesmas, gerando um processo de apropriação. O conceito de apropriação, como explica Chartier (2001:67),
permite vincular as duas dimensões etimológicas que estão presentes nele: apropriar-se é estabelecer a propriedade sobre algo; e, desta maneira, o conceito de apropriação foi utilizado por Michel Foucault para descrever todos os dispositivos que tentam controlar a difusão e a circulação dos discursos, estabelecendo a propriedade de alguns sobre o discurso por meio de suas formas materiais. E existe a apropriação no sentido da hermenêutica, que consiste no que os indivíduos fazem com o que recebem, e que é uma forma de invenção, de criação e de produção desde o momento em que se apoderam dos textos ou dos objetos recebidos. Desta maneira, o conceito de apropriação pode misturar o controle e a invenção, pode articular a imposição de um sentido e a produção de novos sentidos.
É no espaço entre controle e invenção que o professor se situa, na construção de propostas nos ambientes virtuais. Há limitações impostas pelo próprio ambiente e há possibilidades de produção de novos sentidos, mediante esses mesmos ambientes.
III. Fórum: interface que possibilita autoria e avaliação
Vejamos o caso de textos produzidos em fóruns e sua relação com os processos de autoria e de avaliação.O fórum é uma interface, cuja característica assíncrona traz um potencial de maior densidade nas mensagens, tanto por parte do aluno quanto do professor. Mas isso depende do modo como o instrumento é apropriado pelos sujeitos envolvidos. No processo de apropriação, uma questão, cuja resposta está em construção, coloca-se, cada vez mais fortemente: como coletar e organizar as mensagens postadas nos fóruns? Diversos pesquisadores voltam-se para a questão da coleta e organização dos dados provenientes das atividades realizadas nas variadas interfaces de um ambiente virtual de aprendizagem. Rocha et al (2006:347-368) fazem um levantamento de algumas dessas pesquisas que visam facilitar o acompanhamento e a análise de informações resultantes das ações dos alunos nos cursos. Sucintamente, descrevem pesquisas que apresentam, por exemplo, modelos de monitoração das atividades, com rastreamento e mapeamento de participações. Com o intuito de oferecer dados para o processo de avaliação, as autoras apresentam novas ferramentas para o Ambiente TelEduc. Entretanto, poucas ainda são as pesquisas que analisam a qualidade das interações em ferramentas como os fóruns, tendo em vista as propostas apresentadas aos alunos. Destaco a ferramenta interROODA, incorporada ao ambienteROODA(Bassani e Behar, 2006:1-10), criado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Segundo as autoras, além de permitir um enfoque quantitativo, há uma preocupação com o enfoque qualitativo, sendo que a ferramenta "prevê a visualização do conteúdo e o mapeamento das contribuições individuais dos participantes e sua interconexão com as contribuições de outros participantes", gerando "três indicadores para a avaliação no plano interindividual: análise integrada do conteúdo da mensagem, do valor de troca e do tipo". As autoras explicam essas categorias:
O valor de troca de uma mensagem se constitui a partir do efeito que uma mensagem / contribuição produz no grupo, onde, quanto maior o número de mensagens vinculadas à mensagem original, maior o valor desta mensagem. O tipo da mensagem refere-se às características do texto postado, que pode ser um comentário, resposta, reflexão, pergunta e outros. Assim como o conteúdo, o tipo da mensagem também pode estar relacionado à continuidade ou não de uma troca.
Vê-se um encaminhamento para a análise dos textos produzidos. Entretanto, parece-me que isso se dá de maneira incipiente, bastante ainda vinculada à quantificação.Entendo, portanto, que a existência do fórum enquanto interface não implica, necessariamente, autoria, já que esta significa um posicionar-se frente / junto a outros dizeres, projetando novos sentidos e se responsabilizando por eles. Mas como colaborar para que o aluno se coloque mais significativamente na posição-autor? Vejo saídas em propostas nas quais o trabalho com diversos gêneros discursivos se coloca, bem como naquelas que enfatizam a busca de dados na Internet para a resolução de situações problematizadoras. Tenho visto como central nesse trabalho com gêneros, discutir com os alunos as condições de produção, circulação e recepção de um texto. Assim, quem fala / escreve, para quem, em que situação, em qual momento histórico, em qual suporte, como se dará a circulação do material produzido são algumas das questões que se colocam no processo discursivo. A partir, então, de uma concepção da produção de textos (e é isso que o aluno produz, quando participa de um fórum) enquanto produção de gêneros discursivos, penso que o professor em um curso nos moldes da EaD pode, por exemplo, transcrever do fórum contribuições sobre determinado tema, com os nomes de seus autores e propor a um grupo de alunos que, com essas contribuições, construam um outro gênero: um artigo de opinião que será publicado em um site. Entendo que esse movimento de escrita reforça os dizeres do grupo como elementos importantes na construção de saber, propiciando uma intensificação da posição do aluno enquanto leitor / autor, reforçando, assim, uma relação fundamental no processo de aprendizagem, assim colocada por Lacerda (1989) a quem sempre volto: "Esse gesto substantivo. Substantivo composto: escrever-ler, moeda em que cunho meus laços". A gama de possibilidades no trabalho com gêneros é bastante grande. A discussão posta no fórum, sobre os variados temas que compõem um determinado curso, pode se transformar emverbetes de um glossário construído coletivamente, em umtexto de divulgação científica que será distribuído em uma escola, em um mapa conceitual disponibilizado para todos os colegas estudarem, entre tantos outros encaminhamentos a serem constituídos pelo professor e seus alunos. O próprio gênero fórum pode ser colocado em discussão, tendo em vista suas condições de produção, circulação e recepção. Essa é uma maneira de retomar com o aluno o uso dessa importante interface na EaD. Todo esse trabalho com o material do fórum acaba gerando, no seu próprio processo, dados para a avaliação. E, nesse sentido, o fórum pode se configurar como espaço potencial de autoria e avaliação.
IV. Situação-problema e busca de dados: propiciando uma situação de autoria
A busca de dados na Internet é também um importante movimento que pode contribuir no processo da autoria, quando são feitas propostas que impliquem o acesso a bases de dados especializadas e a análise das informações coletadas, tendo em vista a realização de determinada atividade de produção.Como afirmo em outro trabalho (2003:20-21):
Embora para construir conhecimento seja realmente necessário que o sujeito tenha uma grande variedade de informações, isso não é suficiente para que o conhecimento se construa. O conhecimento é fruto da articulação de informações (fatos, teorias, indicadores estatísticos), em um determinado contexto histórico. Portanto, o conhecimento é construído a partir de determinadas variáveis:
A questão das fontes de informação – sua constituição, as políticas de acesso, as estratégias de busca e os instrumentos para localização de fontes, os critérios para avaliá-las – é um tema que não pode estar ausente nas práticas pedagógicas atuais. Buscamos informações, quando temos perguntas. Assim, apresentar como propostas, aos alunos, situações problemáticas que, para serem resolvidas, desencadeiem um processo de questionamentos, reflexões e buscas em diversas fontes de informação, que se integram; eis uma intervenção pedagógica que valoriza o aprendizado da competência do fazer pesquisa, bem como incita à criação de conhecimento pelos alunos, conhecimentos esses que se darão a saber, por sua vez, de forma impressa ou virtual, em novas fontes de informação. Com o movimento dos conteúdos abertos – conteúdos publicados sob licenças de uso mais flexíveis – as possibilidades de acesso e uso da informação crescem, permitindo novas relações com os autores e seus materiais disponibilizados. Mantovani et al (2006:2) discutem essas novas perspectivas para a educação, com a possibilidade dos conteúdos abertos e compartilhados. Destacam que as mudanças na produção e divulgação de conhecimentos tem como causa principal:
o desbalanceamento, cada vez maior, entre os interesses da indústria cultural e os da sociedade, em favor da primeira, provocado, em anos recentes, por mudanças sucessivas no direito de propriedade intelectual por pressão da mesma indústria cultural que tem, hoje, o seu modelo de negócio ameaçado por práticas apoiadas por novas tecnologias de informação e comunicação e, especialmente, pela Internet.
A organização não-governamental Creative Commons – Bens Criativos Compartilhados por Todos – (http://creativecommons.org/) é destacada pelos autores, por sua iniciativa de promover conteúdos abertos: "A Creative Commons promove um leque de licenças de uso mais flexíveis compostas por combinações de cláusulas escolhidas pelo autor". Assim, passa-se de "todos os direitos reservados" para "alguns direitos reservados".Como lidar com essas novas possibilidades é o desafio atual para autores e leitores, para nós, professores e alunos, que nos situamos na posição leitor / autor, envolvidos na recuperação, análise, produção e distribuição da informação.
V. Conexões
Uma nova materialidade propicia uma diferente (pelo menos potencialmente) maneira de conhecer. Estamos pautados na fragmentação, não mais em uma fragmentação na perspectiva cartesiana que dividia a natureza em elementos simples, acreditando, porém, na sua síntese. Mas sim em uma perspectiva de fragmentação como um aspecto da complexidade em que vivemos, na qual a soma das partes não reflete o todo.Vivemos uma contradição: a possibilidade de ampla conexão – simbolizada pela Internet e seus nós interligados, em uma metáfora do mundo e suas complexas inter-relações – e, ao mesmo tempo, e por conta disso mesmo, a sensação de estar desancorado, revelando, portanto, que o princípio da fragmentação continua a nos reger. Conhecer em uma perspectiva em que novas materialidades discursivas se configuram na sociedade significa entender a fragmentação da sociedade atual pós-moderna como um valor que não é necessariamente negativo, mas uma fragmentação que evoca para a importância da criação de mais espaços de interlocução social – presencial e online, enfatizando a construção coletiva de conhecimento; evoca para a necessidade de pensar o conhecimento em uma perspectiva interdisciplinar. Entendo que, a partir dessa visão, o processo de avaliação ganha mais sentido, à medida que não é meramente quantitativo, mas sim um processo que valoriza realmente o conteúdo das construções textuais dos alunos, quer seja em um fórum ou em outra interface. É essencial que seja uma atividade contínua, processual. Busco parcerias com aqueles que acreditam e agem nessa direção. É da ordem do desejo, e por isso nos move.
V. Referências
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http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=857&llengua=po
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