Comunidade e actividade conjunta em cenários educativos virtuais
COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM E AMBIENTES VIRTUAIS
Learning is more effective when it is an active rather than a passive process. K. Lewi
A redefinição de uma comunidade virtual orientada especificamente para ‘aprendizagem’ é difícil. Na verdade, as múltiplas e incessantes trocas que ocorrem em qualquer tipo de comunidade virtual reflectem-se em inúmeras e diferenciadas aprendizagens para seus membros [...] Três possibilidades, no entanto, são importantes nas comunidades que possuem fins educativos: a interacção, a cooperação e a colaboração on-line. Kenski
Ambientes Virtuais de Aprendizagem são softwares que auxiliam na montagem de cursos acessíveis pela Internet. Elaborados para ajudar osprofessores na gestão de conteúdos para os seus alunos e na administração do curso, permitem acompanhar constantemente o progresso dos estudantes. Como ferramenta para EAD, são usados para complementar aulas presenciais. Ex:Moodle, SOLAR, TelEduc etc.
Com o avanço das novas formas de educação a distância – como as realizadas pela Internet – e as preocupações fortificadas como esse novo modelo de EaD – como o papel do aluno e do professor em ambiente virtual –, outras questões passaram a ser discutidas para a optimização deste modelo educacional. Seria ou não um sistema de EaD toda comunidade formada pela Internet? Afinal, a Criação de Comunidades Virtuais é um dos princípios que orientam o crescimento inicial do ciberespaço, ao lado da Interconexão e da Inteligência Colectiva (Cibercultura – Pierri Lévy – pág. 127). Isto justificaria a criação de Comunidade Virtual como sendo essencial para o estabelecimento de uma cultura de EaD.
Porém, percebe-se que a simples criação de comunidades virtuais não significa a criação de grupos de estudo pela Internet, pois estas possuem os mais diversos interesses, que vão deste o entretenimento até a distribuição de notícias. A Comunidade Virtual pode, sim, ser um princípio essencial, segundo Lévy, mas necessita ir além de simples Agregação Electrónica de pessoas (Agregações Electrónicas ou Comunidades Virtuais?) para se tornar uma Comunidade Virtual de Aprendizagem.
Para atingir os objectivos educacionais, as Comunidades Virtuais necessitam de princípios de comportamento que favoreçam a aprendizagem, como por exemplo, a construção colectiva, a existência de interesse mútuo, regras de resolução de conflitos permitindo que as simples agregação electrónica de pessoas se torne uma Comunidade Virtual de Aprendizagem.
Para facilitar a criação destas comunidades, de aprendizagem ou não, surgem na Internet diversos softwares de agregação de pessoas. Dentre os muitos, alguns são voltados ao entretenimento, outros à distribuição de notícias, até que chegamos aos que colocam o enfoque no sistema de ensino e aprendizagem pela Internet. Estes softwares trazem consigo discussões pedagógicas para o desenvolvimento de metodologias educacionais utilizando canais de interacçãoweb. Assim, softwares como TelEduc, Moodle, Solar, Sócrates, dentre outros, ganham espaço no quotidiano dos educadores virtuais pelo facto de possibilitarem fácil manuseio e controle de aulas, discussões, apresentações, enfim, actividades educacionais de forma virtual.
“Ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de actividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interacções entre pessoas e objectos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objectivos.”
(Educação a distância na internet – Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida)
Com os chamados Ambientes Digitais de Aprendizagem (Educação a distância na internet), a EaD ganhou a possibilidade de organizar de maneira mais controlada cursos, mescla de aulas presenciais e a distância, possibilidade de aulas apenas virtuais, integração com novas possibilidades de interacção pela Internet, além da aproximação entre professores e alunos dentro do processo educativo. O número de ferramentas disponíveis para utilização também cresce a cada dia. São e-mails, fóruns, conferências, arquivos de textos, wikis, blogs, entre outros. Ressalta-se que, em todos estes ambientes, textos, imagens e vídeos podem circular de maneira a potencializar o poder de educação através da comunicação. Além disso, a possibilidade de hiperlinks traz o aumento do raio de conhecimento possível de ser desenvolvido pelos alunos. Estes hiperlinks podem ser realizados tanto dentro do próprio ambiente digital de aprendizagem (entre textos indicados ou entre discussões em fóruns diferentes, por exemplo), como também de dentro para fora e de fora para dentro (em casos de pesquisas alargadas de discussões internas, nos quais se pode trazer ou levar conteúdo desenvolvido para a discussão). Deste modo, pode-se diferenciar, inclusive, as nomenclaturas que são dadas à educação promovido a distância.
Com os chamados Ambientes Digitais de Aprendizagem (Educação a distância na internet), a EaD ganhou a possibilidade de organizar de maneira mais controlada cursos, mescla de aulas presenciais e a distância, possibilidade de aulas apenas virtuais, integração com novas possibilidades de interacção pela Internet, além da aproximação entre professores e alunos dentro do processo educativo. O número de ferramentas disponíveis para utilização também cresce a cada dia. São e-mails, fóruns, conferências, arquivos de textos, wikis, blogs, entre outros. Ressalta-se que, em todos estes ambientes, textos, imagens e vídeos podem circular de maneira a potencializar o poder de educação através da comunicação. Além disso, a possibilidade de hiperlinks traz o aumento do raio de conhecimento possível de ser desenvolvido pelos alunos. Estes hiperlinks podem ser realizados tanto dentro do próprio ambiente digital de aprendizagem (entre textos indicados ou entre discussões em fóruns diferentes, por exemplo), como também de dentro para fora e de fora para dentro (em casos de pesquisas alargadas de discussões internas, nos quais se pode trazer ou levar conteúdo desenvolvido para a discussão). Deste modo, pode-se diferenciar, inclusive, as nomenclaturas que são dadas à educação promovido a distância.
A Internet não é uma escola e nem poderá substituí-la enquanto instituição de aprendizagem, mas pode ser um valioso complemento e auxiliar de todo o processo do ensino/aprendizagem. Pesquisadores da National Science Foundation, através de um estudo patrocinado pela Michigan State University(MSU), descobriram que a Internet pode ser uma boa ferramenta de ensino para crianças. O estudo aponta que, diferentemente do que se pensa, a Web não provoca nenhum efeito negativo na participação social de seus usuários ou no lado psicológico das crianças. A pesquisa conclui que as crianças que usam a Internet conseguem melhorar as notas escolares. fonte: www.gic.com.br. A Internet e a sua influência têm encurtado as distâncias entre os professores e os alunos, contribuindo para o surgimento gradual de um novo modelo de escola. A sala de aula terá um novo significado e ganhará uma nova dimensão. A difusão propagada pela Internet faz com que esta se assuma como uma enorme base de dados complementar, onde todos os alunos poderão retirar informação útil para execução dos mais variados trabalhos escolares e dar uma forte contribuição para consolidação dos conhecimentos.
De acordo com Prof. Dr. Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, as três nomenclaturas para o modelo a distância de educação (Educação On-line, Educação a Distância e E-Learning) são conhecidas da área de educação, porém diferenciam-se entre si. Assim, a divisão ocorre da seguinte forma:
Educação a Distância: realiza-se por diferentes meios (correspondência postal ou eletrônica, rádio, televisão, telefone, fax, computador, Internet, entre outros). Sendo um termo abrangente, mantém a relação de discussão de tempo e espaço (distanciamento físico) no processo educacional, mas não obrigatoriamente no ambiente Internet;
Educação On-line: realizada obrigatoriamente com Internet, pode ser utilizada de forma síncrona ou assíncrona. Tem como características mais enfáticas a velocidade na troca de informações, o feedback entre alunos e professores e o grau de interactividade alcançado.
E-Learning: formato de educação a distância com suporte na internet. É muito utilizado por empresas, em processos de formação de funcionários e selecção de pessoal. O seu foco consiste em organizar e disponibilizar materiais didácticos e, como afirma a Professora Maria Elizabeth, recursos hipermediáticos.
Com isso, percebe-se que o modelo de Educação a Distância dentro do conceito de Educação On-Line, apresenta-se como o mais interactivo, requerendo das ferramentas utilizadas o uso, visando o ideal de autonomia e construção colectiva do conhecimento.
Isso reitera a importância dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), que integram diversas ferramentas de comunicação disseminadas na Internet para o uso educacional. A utilização destas ferramentas trouxe à Educação a Distância não só a potencialização dos conceitos de autonomia e construção colectiva, mas também a permanência dos alunos nos cursos. Isto porque, através destas ferramentas, há a possibilidade da participação activa de alunos e professores, além do incentivo à responsabilidade dos mesmos para com a aprendizagem.Saliente-se, ainda, que no modelo de Educação on-line, há a necessidade de um padrão de comportamento para convivência e acompanhamento dos cursos.
“No ciberespaço, essa união de cidadãos conectados, agrupados virtualmente em torno de interesses específicos, pode construir uma comunidade a partir do momento em que se estabelecem regras, valores, limites, usos e costumes, a netiqueta, com as restrições e os sentimentos de acolhimento e ‘pertencimento’ ao grupo.” (Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância – Kenski – pág 106)
Em suma, entende-se que não há restrições quanto ao uso de determinadas ferramentas de Internet por educadores, mas sim a necessidade de que este conjunto de comportamentos e regras de convivência esteja presente em qualquer actividade educacional via Internet, independentemete das ferramentas utilizadas.
“No ciberespaço, essa união de cidadãos conectados, agrupados virtualmente em torno de interesses específicos, pode construir uma comunidade a partir do momento em que se estabelecem regras, valores, limites, usos e costumes, a netiqueta, com as restrições e os sentimentos de acolhimento e ‘pertencimento’ ao grupo.” (Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância – Kenski – pág 106)
Em suma, entende-se que não há restrições quanto ao uso de determinadas ferramentas de Internet por educadores, mas sim a necessidade de que este conjunto de comportamentos e regras de convivência esteja presente em qualquer actividade educacional via Internet, independentemete das ferramentas utilizadas.

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